segunda-feira, 4 de Julho de 2011

T-shirt Malt Whiskey - Happy Drink


Nova T-shirt:




T-shirts Engraçadas - T-shirts sobre Bebidas - Be extreme!
T-shirt 190g, 100% Algodão de Alta Qualidade
Estampagem: Vinil Recortado
Qualidade e Durabilidade Garantida.
Envios para todo o Pais e UE.


terça-feira, 14 de Junho de 2011

T-shirts Engraçadas - Pot Head



Nova T-shirt:




T-Shirts Engraçadas - Loja Online - Be extreme!
T-shirt 190g, 100% Algodão de Alta Qualidade
Estampagem: Serigrafia
Qualidade e Durabilidade Garantida.
Envios para todo o Pais e UE.


sexta-feira, 10 de Junho de 2011

terça-feira, 17 de Maio de 2011

Deita Comigo - Logotipos Engraçados

Nova T-shirt:

Loja Online - T-Shirts Be extreme!
T-shirt 190g, 100% Algodão de Alta Qualidade
Estampagem: Vinil
Qualidade e Durabilidade Garantida.
Envios para todo o Pais e UE.

segunda-feira, 16 de Maio de 2011

Schrödinger's Cat is Alive/Dead - T-shirts Originais

Nova T-shirt:
Loja Online - T-Shirts Be extreme!
T-shirt 190g, 100% Algodão de Alta Qualidade
Estampagem: Vinil
Qualidade e Durabilidade Garantida.
Envios para todo o Pais e UE.

terça-feira, 10 de Maio de 2011

Enjoy Capitalism - Logotipos Engraçados

Nova T-shirt:

Loja Online - T-Shirts Be extreme!
T-shirt 190g, 100% Algodão de Alta Qualidade
Estampagem: Vinil
Qualidade e Durabilidade Garantida.
Envios para todo o Pais e UE.

quinta-feira, 5 de Maio de 2011

Wanted Meaningful Overnight Relatioship

Nova T-shirt:

T-Shirts com Frases Engraçadas - Be extreme!
T-shirt 190g, 100% Algodão de Alta Qualidade
Estampagem: Serigrafia
Qualidade e Durabilidade Garantida.
Envios para todo o Pais e UE.

sexta-feira, 29 de Abril de 2011

Nova T-shirt: IRONMAN

T-shirt 190g, 100% Algodão de Alta Qualidade
Estampagem: Vinil Recortado
Qualidade e Durabilidade Garantida.

Nova T-shirt: I do What the Voices In My Wifes Head Tell Me.

T-shirt 190g, 100% Algodão de Alta Qualidade
Estampagem: Serigrafia
Qualidade e Durabilidade Garantida.

quinta-feira, 28 de Abril de 2011

terça-feira, 26 de Abril de 2011

Nova T-shirt: I LIKE BEER


























T-shirt 190g, 100% Algodão de Alta Qualidade
Estampagem: Vinil Recortado

Qualidade e Durabilidade Garantida.

Nova T-shirt: Choppers Forever

























T-shirt 190g, 100% Algodão de Alta Qualidade
Estampagem: Serigrafia 

Qualidade e Durabilidade Garantida.

Nova T-shirt: People like you are the reason why I need medication

























T-shirt 190g, 100% Algodão de Alta Qualidade
Estampagem: Serigrafia ou Vinil Recortado
Qualidade e Durabilidade Garantida.

Nova T-shirt: I LOVE BEER

























T-shirt 190g, 100% Algodão de Alta Qualidade
Estampagem: Serigrafia ou Vinil Recortado
Qualidade e Durabilidade Garantida.

segunda-feira, 18 de Abril de 2011

sexta-feira, 8 de Abril de 2011

Nova T-shirt: BEERHOLDER




T-shirt 100% Algodão de Alta Qualidade (190g)
Impressão em Serigrafia para maior Durabilidade.
Disponível no catalogo: T-shirts Frases

segunda-feira, 4 de Abril de 2011

T-shirts - Para todas as estações

Em modelos slim e com múltiplos estampados, as t-shirts parecem não ser apenas uma tendência de estação quente e surgirão no próximo Outono/Inverno 2011-2012 como um dos “must-have” da temporada. Confira se aquelas que guarda no armário devem ou não passar à reciclagem.

Para todas as estações
O Inverno parece já não ser sinónimo de peças quentes e de mangas cumpridas. Segundo os desfiles internacionais dedicados ao segmento masculino, as t-shirts serão uma das grandes apostas da próxima estação fria, sobretudo em modelos slim e de manga dupla.
Modelos slim com gola em V
Mais discretos que nas estações anteriores, os modelos de t-shirts slim fit evidenciar-se-ão ainda através da utilização de gola em V que, depois de algumas temporadas na ribalta, surge renovada e em decotes mais curtos. Este modelo oferece maior aprumo aos visuais masculinos.
Cores vivas
Apesar das estações mais frias serem sinónimo de tonalidades mais escuras, esta peça surgirá todavia em cores vibrantes, como vermelho, amarelo e rosa, dando assim cor e algum humor às indumentárias. De salientar ainda que estarão igualmente na moda as t-shirts mais tradicionais, que apostam no cinzento, azul-marinho e preto.
Estampados divertidos
Sendo esta uma das peças mais versáteis do guarda-roupa masculino, que mistura os estilos desportivo e urbano, a t-shirt do próximo Inverno deverá ser sobretudo divertida, graças a estampados originais, que trazem mensagens e composições geométricas diferenciadas. De igual forma, as riscas voltam a estar em destaque, sobretudo nos pólos.
Manga dupla
Para diferenciar os modelos de Verão dos de Inverno, as t-shirts ganham mais uma manga e surgem, assim, com mangas duplas – uma curta e outra mais cumprida – sobrepostas. Por outro lado, os poucos modelos de manga longa apresentados em passerelle surgiram em tecidos mais finos, quase transparentes e em tonalidades sóbrias.


segunda-feira, 28 de Março de 2011

Nova T-Shirt: How May I Ignore You Today








T-shirt 100% Algodão de Alta Qualidade (190g)
Impressão em vinil recortado para maior Durabilidade.
Disponível no catalogo: T-shirts Frases

domingo, 27 de Março de 2011

Nova T-shirt "Nymphomaniac Treatment Staff"

"Nymphomaniac Treatment Center Staff"


























T-shirt 100% Algodão de Alta Qualidade (190g)
Impressão em Serigrafia para maior Durabilidade.
Disponível no catalogo: T-shirts Frases


sábado, 26 de Março de 2011

Nova T-shirt "I Did it Right the First Time!"

"Of Course I Don´t Look Busy, I Did It Right the First Time!"























T-shirt 100% Algodão de Alta Qualidade (190g)
Impressão em vinil recortado para maior Durabilidade.
Disponível no catalogo: T-shirts Frases

domingo, 6 de Março de 2011

sexta-feira, 4 de Março de 2011

Portugal reforça presença

É já no domingo que Milão recebe uma das maiores feiras de calçado, a Micam. Até ao dia 9 de Março serão mostradas as propostas para Outono-Inverno 2011/2012 nos pavilhões da Fiera Milano. Portugal estará fortemente representado com 97 marcas nacionais.
Portugal reforça presença
Atlanta Mocassin, Beppi, Dkode, Eject, Nobrand, Red Hot e os criadores Luís Onofre e Miguel Vieira são apenas algumas das referências da qualidade “made in Portugal” que estarão, lado a lado, com os melhores produtores de calçado de cerca de 40 países, entre os quais italianos, espanhóis e brasileiros.
Nos quatro dias do certame, as colecções de cerca de 1.600 expositores, mais de 550 dos quais estrangeiros, estarão sob as luzes dos holofotes para mostar os novos modelos que irão calçar os pés do mundo no Outono-Inverno 2011/2012.
A Mocam procura, assim, repetir o sucesso da edição de Setembro de 2010 que, com 42.329 visitantes, registou um aumento de 6,2% em comparação com a edição do ano anterior, um importante sinal de recuperação do mercado, que está em alta há algum tempo. Esta tendência positiva é também sustentada pelas primeiras indicações de melhoria que emergem dos dados do sector.
Esta edição irá ainda albergar um espaço para as gerações mais novas, com múltiplas iniciativas para estreitar as relações entre a escola e os sectores da moda. Além disso, e tal como tem acontecido desde 1996, a feira irá atribuir o prémio Micam Award para o melhor retalhista ou comprador italiano e internacional, integrado na Gala Micam. Na edição de Março do ano passado foram distinguidas a italiana Puggelli e a Bergdorf & Goodman de Nova Iorque.
A presença portuguesa na Micam insere-se na estratégia promocional definida pela Apiccaps e pela Aicep, com o apoio do Programa Compete, e visa consolidar a posição relativa do calçado português nos mercados externos. Diversificar o destino das exportações, abordar novos mercados e possibilitar que novas empresas iniciem o processo de internacionalização são outros objectivos desta ofensiva promocional.

SAW T-shirt





T-shirt Licenciada do Filme SAW
SAW T-shirt

terça-feira, 22 de Fevereiro de 2011

A peça de roupa que mais rende é...

Estudo britânico estuda quantas vezes é usada cada peça de roupa e quanto custa por cada utilização
A peça de roupa com a melhor relação qualidade/preço são as calças de ganga. Um estudo do Museu da Ciência de Londres mostra que custam apenas 11 cêntimos por utilização.

Especialistas estudaram todas as peças do guarda-roupa de uma mulher normal (média) e descobriram que o rácio custo-por-utilização de um par de calças de ganga é mais baixo do que qualquer outra peça de roupa usada regularmente.

Concluíram que o típico par de jeans, que custam cerca de 40 libras (47,65 euros), são usadas cerca de 428 vezes antes de serem deitadas fora, o que dá cerca de 9 cêntimos de libra (quase 11 cêntimos de euro) por cada utilização.

Comparativamente, um par de leggings que custa cerca de 11,88 euros, apenas será usado 68 vezes antes de irem para o lixo, o que dá pouco menos de 18 cêntimos por utilização.


O estudo, que envolveu 3 mil britânicos, revelou ainda que uma t-shirt ou top normais serão usados um total de 218 vezes durante o seu período de vida, de dois anos e meio, custando assim cerca de 12 cêntimos por utilização.

Camisolas de treino custam cerca de 29,92 euros e serão usadas 228 vezes antes de serem substituídas após três anos e três meses, o que significa um custo de mais de 14 cêntimos por cada vez que são vestidas.

As calças são usadas cerca de 176 vezes, custando mais de 16 cêntimos e meio por cada dia de uso, enquanto que os sutiãs são usados 162 vezes, custando 13 cêntimos por utilização.

Um casaco dura mais, mas também é mais caro: custa 65,58 euros e é usado 575 vezes, o que dá quase 12 cêntimos por dia.

As estatísticas surgiram do estudo levado a cabo pelo Museu da Ciência de Londres, para suportar a sua exibição «Trash Fashion: designing out waste».

Dominique Driver, organizador da exibição, diz que «os jeans podem parecer caros, mas parece que oferecem o melhor valor ao longo do tempo, por isso, valem cada cêntimo».

E, por falar em roupa, veja também as últimas peças da Agência Financeira sobre este tema: as camisolas que a Zara retirou do mercado e que obrigaram a empresa a pedir perdão; os vestidos de baixo-custo que Michelle Obama não se envergonha de usar na televisão; e a colecção low-cost que uma grande cadeia de vestuário lançou, contra a crise.

quarta-feira, 16 de Fevereiro de 2011

Google à conquista do vestuário

O sector de retalho de vestuário é um alvo fácil para os gigantes da Internet como Google, Amazon e eBay, que estão a lutar pelo crescimento no mercado global de vestuário on-line. Basta olhar para o que aconteceu às livrarias…
Google à conquista do vestuário
Primeiro as grandes cadeias nacionais de retalho de livros enterraram as livrarias tradicionais de bairro. Agora parece que Google, Amazon e outros gigantes da Internet estão prestes a fazer o funeral das grandes cadeias de moda. Segundo David Birnbaum, o autor do The Birnbaum Report, uma newsletter mensal destinada à indústria do vestuário, existem algumas lições que o sector do vestuário deve reter.
O modelo de negócios pré-Internet está a falhar. O velho paradigma de que o retalho de livros é uma questão de retalho e de livros, acabou. Está a ser substituído por um novo conjunto de regras que promovem computadores, dados, logística e programação interactiva.
O sucesso está em fornecer valor ao cliente e esse valor é definido pelo cliente, não pelo retalhista. A livraria tradicional de bairro entrou em colapso quando as grandes redes nacionais começaram a oferecer mais valor: o acesso a maior variedade de livros a preços mais baixos, com melhor ambiente, definido como “venha à nossa loja. Leia o livro antes de comprar. Beba um café”.
As grandes cadeias nacionais estão agora a fracassar porque a Amazon oferece um valor ainda maior: o acesso a praticamente todos os livros do mundo a preços ainda mais baixos, com um ambiente ainda melhor, definido como “fique em casa, relaxe e deixe-nos sugerir livros dos quais possa gostar, com base nas suas compras passadas”.
Curiosamente, o único grande impedimento às vendas pela Internet nunca se materializou. Os especialistas têm-nos dito que os consumidores estão viciados na gratificação imediata e, portanto, não esperariam dias entre o comprar e o possuir. O facto é que os clientes da Amazon esperam dez dias, e mais ainda, para receberem as suas compras.
Por outro lado, nem todas as livrarias têm falhado. Algumas das livrarias mais pequenas e mais tradicionais estão a florescer no novo mercado da Internet.
Se um pessoa quiser comprar um livro sobre pintura clássica chinesa, deve ir à amazon.com. Se quiser comprar o livro “Pintura chinesa” por Osvald Siren, a obra definitiva sobre o assunto, tem que ir à hanshanhost.com ou paragonbook.com onde o volume 7 original do trabalho de 1956-1958 está disponível pelo preço de saldo de 725 dólares. Aqui também existe uma lição para o sector do vestuário. Parece que haverá sempre um lugar para o nicho de mercado. Quanto menor o nicho, maior será o benefício da Internet.
Nada dura para sempre. Os profissionais do livro têm vendido livros desde 2060 AC, com o lendário Atrahasis de escrita cuneiforme em argila na região metropolitana de Ur. Depois de 4000 anos, o negócio de Atrahasis e sua descendência está prestes a chegar ao fim.
A questão é: será este o mesmo destino que sucederá ao retalhista de vestuário?
Para ter sucesso, os gigantes da Internet devem oferecer mais valor do que as lojas de roupa. Infelizmente, dada a natureza do sector, tal pode não se revelar difícil. Aqui estão algumas das áreas óbvias onde os gigantes da Internet podem proporcionar maior valor significativo:
Redução dos preços: os preços de retalho de vestuário estão 6 a 10 vezes acima do custo inicial, com 66% a 75% indo directamente para o retalhista. A Google pode certamente oferecer algo melhor por metade do preço.
Estilos ilimitados: os retalhistas oferecem actualmente uma gama muito pequena de estilos, com muitos limitando-se a uma única operação de marca própria. A Google pode oferecer estilos de literalmente milhares de designers.
Mais designs actualizados: A maioria das lojas exige prazos de 40 semanas ou mais desde o primeiro design até à entrega do vestuário na loja. Como resultado, o melhor que podem oferecer é o design do ano passado. A Google pode trabalhar num ciclo de 5 a 8 semanas, oferecendo de imediato os modelos mais recentes.
Mais modelos interessantes: Hoje, o designer de nicho tem poucas hipóteses de encontrar um mercado para as suas roupas. A Google oferece a esse designer um mercado global, onde uma quota de mercado infinitesimal é mais que suficiente para garantir um negócio de sucesso.
Melhor Ambiente: a programação interactiva permite à Google mostrar estilos baseados nas suas compras anteriores, no conforto do lar. Eles vão avisar quando os últimos estilos do seu estilista favorito estiverem disponíveis. Se uma pessoa estiver a procurar uma camisola azul de caxemira por menos de 100 dólares, o Google irá mostrar-lhe, rigorosamente, tudo o que estiver disponível no produto e no preço da sua escolha.
Google, Amazon e os gigantes da Internet desfrutam de duas vantagens em relação ao retalho tradicional de vestuário: já detêm o mercado, só têm de escolher o produto e reconhecem que para ter sucesso devem proporcionar maior valor aos seus clientes, tratando assim melhor os seus clientes e com mais respeito.
Dadas as vantagens da Google, juntamente com as desvantagens inerentes ao sector de retalho de vestuário, este último é um alvo muito fácil para os gigantes da Internet.

sexta-feira, 21 de Janeiro de 2011

48 mil vendas por minuto

O gigante chinês do retalho pela Internet atingiu vendas recorde durante o ano de 2010, registando umas impressionantes 48 mil vendas por minuto. É este o ritmo do maior site de comércio electrónico chinês, o Taobao.com.

48 mil vendas por minuto
O crescimento das vendas de vestuário e cosméticos fez com que o maior site de comércio electrónico chinês atingisse em 2010 o seu melhor ano de sempre. Com 48 mil vendas por minuto, o Taobao está a saber aproveitar a crescente classe média chinesa e o seu apetite pela utilização da Internet. Do total de artigos vendidos por minuto, 864 eram peças de vestuário enquanto 880 eram artigos de cosmética.
Certamente que já foi, ou está a pensar ir, pesquisar no Google “taobao” para ver este “desconhecido” nome com um volume de vendas tão impressionante. Caso não saiba mandarim, o nosso conselho é que desista pois o mercado chinês é tão grande que esta empresa nem sequer se deu ao trabalho de lançar uma versão em inglês.
A empresa, que tem na sua plataforma de comércio electrónico mais de 370 milhões de utilizadores registados, funciona com um centro comercial virtual. Aí estão alojadas mais de 3,65 milhões de lojas.
Outro sinal positivo para este “Shopping Centre” virtual foi o crescimento do número de transacções por utilizador registado, que obteve um crescimento de 35% ao longo do ano.
«Consumidores de toda a China, mesmo das áreas mais remotas do interior, têm acesso aos mais de 800 milhões de produtos à venda no Taobao e estão a recorrer a este canal para satisfazer a maioria das suas necessidades de consumo», refere o presidente-executivo da empresa, Jonathan Lu Zhaoxi.
As vendas nas categorias de utensílios domésticos e de alimentos, geralmente vistas como artigos que se compram off-line, registaram também um forte crescimento. Mais de 120% no caso dos utensílios domésticos e 95% nos géneros alimentares.
Os produtos de marca vendidos no centro comercial virtual registaram também um crescimento significativo. A Taobao é detida por entidades privadas e escusa-se a revelar o volume total transaccionado na sua plataforma.
«O comércio electrónico trouxe uma série de mudanças nos hábitos de vida das pessoas e eliminou as fronteiras dos canais de distribuição tradicionais e geralmente fechados», indica Ku.
As 10 categorias mais vendidas no Taobao foram, por ordem descendente, as seguintes: créditos para telefones móveis, vestuário de senhora, electrónica de consumo, vestuário para homem, jogos de vídeo, produtos para a pele, aperitivos e outros produtos alimentares secos, sapatos desportivos e malas, acessórios para automóveis e, por fim, livros e revistas.
A população chinesa com acesso à Internet atingiu as 450 milhões de pessoas no passado mês de Novembro.

quinta-feira, 16 de Dezembro de 2010

Motor de busca de roupa - by Google

Agora pesquisar vestuário pela Internet, pelo estilo certo para uma festa ou para o trabalho, tornou-se mais simples. Isto porque o Google uniu o útil ao agradável e lançou o Boutiques.com. O novo site promete não só revolucionar os guarda-roupas mas ainda facilitar a vida dos fashionistas.

Motor de busca de roupa
«A ideia da Google é ajudar as pessoas a encontrar e comprar todos os produtos do mundo», afirmou a empresa norte-americana em comunicado, para explicar o conceito do seu site de e-commerce, que tem como objectivos principais ditar tendências e servir de fonte de inspiração para os consumidores de moda.

Deste modo, os internautas poderão navegar pelo site e filtrar as suas pesquisas por indumentárias e acessórios através da escolha de cor, tamanho ou estilo. Uma das inovações deste site de comércio electrónico passa pela possibilidade do internauta apresentar uma foto de uma determinada peça. O site analisa-a e como resposta apresenta uma lista de indumentárias similares que podem ser adquiridas. De igual forma, qualquer cibernauta poderá criar uma boutique on-line com os visuais e as marcas preferidas. O Boutiques.com tem igualmente a finalidade de fornecer vários exemplos de como usar uma peça, mostrando imagens de pessoas comuns que usam um visual semelhante nas ruas.
No entanto, o principal chamariz do site é reunir diferentes looks escolhidos por celebridades, estilistas e bloguistas conhecidos dos consumidores de moda. Celebridades como Anna Paquin, Cary Mulligan, Ginnifer Godwin, Kelly Osbourne e Vivica A. Fox criaram páginas com algumas das suas peças favoritas, que possibilitam interactividade entre os utilizadores. A moda masculina está igualmente representada, em especial na página do bloguista Bryanboy.
O novo site não é, contudo, responsável pela venda directa dos produtos. Cada peça conduz os compradores à loja on-line da respectiva marca. De salientar ainda que este site foi desenvolvido pela Like.com, uma empresa também norte-americana, dona de um motor de busca visual para produtos de retalho e que foi adquirida pelo Google em Abril último por, alegadamente, 100 milhões de dólares.

Conheça as 50 medidas do Governo para estimular a economia

O Governo aprovou hoje 50 medidas para impulsionar a economia portuguesa, com iniciativas no apoio às empresas exportadoras, no mercado de trabalho, simplificação administrativa, dinamizar o mercado de arrendamento e combater a fraude fiscal. Veja aqui todas elas.
A Iniciativa para a Competitividade e o emprego, aprovada hoje em Conselho de Ministros, contém 50 medidas para promover o crescimento da economia.

Estas estão divididas em cinco áreas, que pretende atingir cinco objectivos.

A primeira diz respeito à melhoria da competitividade da economia e apoio às exportações: Neste âmbito, serão reforçados os incentivos fiscais à internacionalização das empresas e as linhas de crédito para as companhias exportadoras.

O segundo eixo das medidas tem como objectivo reduzir custos de contexto através de medidas de simplificação administrativa, tendo o Governo aprovado a criação do Simplex Exportações.

Com o terceiro grupo de medidas, o Governo pretende aumentar a competitividade do mercado de trabalho, tendo tomado as medidas que deverão gerar mais controvérsia.

Vai ser definido um tecto máximo para as compensações nos despedimentos e criado um fundo privado para financiar os custos das empresas nos processos de reestruturação.

A quarta área de acção incide na promoção do investimento na reabilitação urbana e a dinamização do mercado de arrendamento. Entre as medidas, são simplificados os procedimentos e formalidades em caso de incumprimento do contrato de arrendamento, por forma a que o senhorio possa obter rapidamente a entrega do seu imóvel, livre e desimpedido, quando o inquilino não satisfaça os termos do contrato.

Por último, o Governo pretende reforçar o combate à informalidade, à fraude e à evasão fiscal, com a adopção de várias medidas para o efeito.
Veja aqui todas as 50 medidas que foram aprovadas em conselho de ministros e anunciadas esta noite:

Melhorar a competitividade da economia e apoiar as exportações:

1- Criar, até ao final do 1.º trimestre de 2011, uma via rápida para investimentos nos sectores de bens transaccionáveis através i) do alargamento do regime dos projectos de Potencial Interesse Nacional (PIN) aos investimentos das PME para projectos superiores a 10 M€, e ii) da adopção do regime de interlocutor único e da conferência decisória, para efeitos de licenciamento, para projectos superiores a 25 M€;

2 - Reforçar o apoio aos seguros de crédito comercial, com a manutenção, durante o ano de 2011, de linhas específicas no valor de 3.000 M€, através de garantia pública, e criar um regime especial para produtores com ciclos longos de facturação e de recebimento;

3 - Criar e reforçar linhas de crédito comercial com garantia pública para países fora da União Europeia, garantindo às empresas exportadoras uma maior capacidade de concretização de negócios;

4 - Acelerar a execução do Quadro de Referência Estratégico Nacional 2007-2013 (QREN), fixando o objectivo de execução financeira para 2011 em 40% das suas dotações, permitindo injectar na economia um investimento superior a 5.000 M€, dos quais cerca de 3.850 M€ correspondem a apoio público, através de incentivos às empresas, apoios à ciência e à qualificação e investimento em infraestruturas;

5 - Lançar uma iniciativa no âmbito do QREN para a promoção externa empresarial no valor de 150 M€ através do apoio i) a campanhas de divulgação nos mercados internacionais, ii) à internacionalização de PME, iii) ao investimento produtivo em empresas com vocação exportadora, e iv) ao desenvolvimento de mecanismos de capital de risco para projectos de investimento orientados para os mercados internacionais;

6 - Apoiar a criação e desenvolvimento de empresas de natureza inovadora e orientadas para os mercados de exportação, conjugando i) apoios públicos no valor de 50 M€, ii) a utilização complementar de mecanismos de capital de risco, e iii) oferecendo assistência técnica ao desenvolvimento e concretização dos projectos;

7 - Reforço do incentivo fiscal à internacionalização, em particular das PME, com aprovação de uma proposta de lei até ao final do 1.º trimestre de 2011;

8 - Rever os mecanismos de formação de preços de bens e serviços essenciais à indústria, nomeadamente electricidade, tendo em vista a sua competitividade, até ao final do 1.º trimestre de 2011;

9 - Aumentar o número de países com convenções para evitar a dupla tributação, nomeadamente com Angola, Argentina, Malásia e Emirados Árabes Unidos, bem como assegurar junto dos mesmos a utilização das regras definidas nesses acordos, para que não seja efectuada a retenção na fonte no país da entidade pagadora;

10 - Assegurar uma adequada política de vistos de entrada junto dos países mais relevantes para a actividade exportadora nacional, tendo em vista facilitar e simplificar a actividade das empresas exportadoras;

11 - Majorar os custos comprovadamente suportados com recursos humanos expatriados, para efeitos de dedução em sede de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (IRC);

12 - Eliminar os estrangulamentos à actividade dos principais sectores e empresas exportadoras, nomeadamente em matéria de transportes, procedimentos administrativos e quebras na cadeia de valor;

13 - Eliminar restrições indevidas à produção nacional dirigida ao mercado interno, nomeadamente a sustentada pela procura pública;

14 - Incentivar modelos, nomeadamente associativos, de escoamento da oferta nacional, em especial no sector agrícola;

15 - Reforçar o programa INOV-Export, através da celebração de contratos com associações empresariais dos principais sectores exportadores para a colocação, em estágio, de quadros capacitados para reforçar a capacidade comercial das empresas.

Simplificação administrativa e redução dos custos de contexto para as empresas

16 - Apresentar, até ao final do 1.º trimestre de 2011, um Programa “SIMPLEX Exportações”, através da redução dos encargos administrativos para as empresas exportadoras, que inclua medidas para i) aumentar a competitividade dos portos e aeroportos nacionais, ii) acelerar os procedimentos relativos ao pedido de isenção de pagamento de IVA para as empresas exportadoras, e iii) simplificar os procedimentos associados às exportações indirectas;

17 - Aprovar os instrumento normativos e as medidas administrativas necessárias para lançar o programa “Taxa ZERO para a inovação” até ao final do 1.º semestre de 2011, de forma a isentar do pagamento de qualquer taxa, emolumento ou contribuição administrativa, durante dois anos, as empresas com potencial inovador criadas por novos empreendedores, excluindo as obrigações fiscais e de segurança social;

18 - Instalar, até ao final do 1.º semestre de 2011, novos “Balcões do Empreendedor”, permitindo aos empresários tratar de todas as formalidades relacionadas com a criação e exploração dos seus negócios num único local, evitando deslocações desnecessárias;

19 - Lançar, até ao final do 1.º semestre de 2011, o Programa “Licenciamento Zero”, destinado a reduzir encargos administrativos sobre as empresas através da eliminação de licenças e de outros condicionamentos prévios para quem pretende abrir e explorar um negócio, substituindo-os por um reforço da fiscalização e por mecanismos de responsabilização dos promotores;

20 - Reduzir, até ao final do 1.º trimestre de 2011, condicionalismos excessivos actualmente existentes à criação de empresas, em matéria de capital social mínimo;

21 - Reduzir, durante o ano de 2011, o número de informações e comunicações a entidades públicas que as empresas estão obrigadas a realizar e concentrar essas informações e comunicações em formulários electrónicos únicos, independentemente de se dirigirem a entidades públicas diferentes;

22 - Entrada em funcionamento do “Dossier Electrónico da Empresa”, até ao final do 1.º semestre de 2011, permitindo que, se essa for a vontade da empresa, as notificações da administração tributária e da segurança social dirigidas à empresa sejam efectuadas por esta via electrónica;

23 - Disponibilizar, nos postos de atendimento “Empresa na Hora” e no serviço “Empresa Online”, até ao final do 1.º semestre de 2011, serviços que facilitem às empresas o acesso a ferramentas da sociedade de informação, nomeadamente páginas web, serviços de correio electrónico e serviços de comércio electrónico.

Aumentar a competitividade do mercado de trabalho

Dinamizar a contratação colectiva, privilegiando o espaço de negociação de base empresarial, com aprovação de uma iniciativa legislativa até final do 1.º trimestre de 2011. Neste sentido, o Governo decide que:

24 - Os Contratos Colectivos de Trabalho, quando existam, deverão regular os termos, as condições e as matérias - designadamente a mobilidade geográfica e funcional, a gestão dos tempos de trabalho e a negociação salarial - que podem ser negociadas por estruturas representativas dos trabalhadores na empresa, incluindo as comissões de trabalhadores e as comissões sindicais. O acordo que resultar destas negociações deve ser sujeito a procedimento de depósito e a publicação obrigatória no Boletim de Trabalho e Emprego

25 - Alargar a possibilidade de a associação sindical delegar noutras associações sindicais ou em estruturas de representação colectiva de trabalhadores na empresa poderes para, relativamente aos seus associados, contratar com empresa com, pelo menos, 250 trabalhadores;

26 - Promover a contratação colectiva de trabalho, devendo o Governo fazer todas as diligências para a sua efectividade.

Estimular a criação de emprego através da instituição de um novo modelo de compensação em caso de cessação do contrato de trabalho, tendo em vista a redução do risco de custos de reestruturação empresarial, sem alteração do conceito de justa causa de despedimento individual, através das seguintes medidas, a aprovar através de uma iniciativa legislativa até final do 1.º trimestre de 2011:

27 - Promover a criação de um mecanismo de financiamento, de base empresarial, destinado a garantir o pagamento parcial das compensações ao trabalhador por cessação do contrato de trabalho, estabelecendo que este mecanismo de financiamento se aplica aos contratos a celebrar após a data da sua entrada em vigor;

28 - Estabelecer a imposição de limites aos valores da compensação e indemnização devidas ao trabalhador em caso de cessação do contrato de trabalho, aplicável aos contratos a celebrar após a data da sua entrada em vigor.

Tornar mais eficaz a legislação relativa à redução temporária dos períodos normais de trabalho e à suspensão dos contratos de trabalho em situação de crise empresarial, como alternativa às cessações de contratos de trabalho, através das seguintes medidas:

29 - Agilizar o regime legal de redução ou suspensão do contrato de trabalho em situação de crise empresarial, de forma a evitar o recurso aos procedimentos tendentes à cessação dos contratos de trabalho;

30 - Promover a negociação colectiva nas matérias em apreço, permitindo uma maior aceitação e consensualização das medidas concretas que venham a ser adoptadas em cada empresa.

Implementar políticas activas de emprego, ao longo do ano de 2011, para reforçar a empregabilidade dos desempregados e dos jovens à procura de emprego, nomeadamente através das seguintes medidas:

31 - Lançar 50.000 estágios profissionais para jovens;

32 - Reforçar as medidas de apoio à contratação de jovens;

33 - Aprovar o regime jurídico de validação e de certificação de competências (RVCC) profissionais, tendo em vista a sua generalização;

34 - Alterar o valor das bolsas de formação, no sentido de minorar o efeito de substituição indesejado que resulta da subsidiação do emprego;

35 - Adoptar medidas que visem melhorar a articulação entre a oferta de formação profissional e as necessidades presentes e futuras do mercado de trabalho.

36 - Permitir a aquisição de um patamar mínimo de qualificação para todos os desempregados, durante o ano de 2011, como forma de promover o rápido retorno ao mercado de trabalho e do aumento da empregabilidade dos desempregados subsidiados e dos grupos mais afastados do mercado de trabalho, através i) do encaminhamento para os Centros Novas Oportunidades de 200.000 desempregados que não tenham o 12.° ano, e ii) do programa de formação em competências básicas para 10.000 desempregados beneficiários do Rendimento Social de Inserção sem competências para aceder a processos de qualificação no âmbito do sistema nacional de qualificações;

37 - Promover a formação profissional para desempregados, durante o ano de 2011, tendo em vista o retorno ao mercado de trabalho, através i) o encaminhamento para medidas de emprego e de formação profissional, processos de RVCC e de colocação em ofertas de emprego de 115.000 desempregados de longa duração, e ii) da reconversão profissional de 20.000 desempregados, orientados para 100 profissões estratégicas, incluídas no Catálogo Nacional de Qualificações, recentrando a oferta de formação dos centros de gestão participada do IEFP na resposta a estas necessidades;

38 - Apoiar a criação do próprio emprego e promover o empreendedorismo, nomeadamente dinamizando i) 4.000 projectos de microcrédito com componentes específicas de apoio ao artesanato, ao empreendedorismo feminino, às pessoas com deficiência, e ii) programas de tutoria e de apoio técnico de rede de microempresas de suporte ao sector exportador;

39 - Aumentar a eficiência dos serviços de emprego e de formação profissional através i) do alargamento do número de gestores de ofertas de emprego nos centros de emprego, ii) da criação de condições para o acompanhamento de desempregados a 50.000 entrevistas a ofertas de emprego, iii) da promoção de acordos sectoriais entre o IEFP e as associações empresariais para o recrutamento de desempregados e iv) da racionalização da rede de centros de formação, focalizando os centros de gestão directa do IEFP na qualificação profissional dos desempregados e os centros de formação de gestão participada nas profissões e competências estratégicas para o sector.

Aposta na reabilitação urbana e na dinamização do mercado de arrendamento

40 - Dinamizar a criação de áreas de reabilitação urbana, especialmente em zonas de intervenção prioritária, e apoiar o lançamento dessas operações, em colaboração com a Associação Nacional dos Municípios Portugueses;

41 - Articular a reabilitação urbana e a política de cidades, estendendo-se às zonas de regeneração urbana apoiadas pelos fundos do QREN os instrumentos e os benefícios aplicáveis às áreas de reabilitação urbana;

42 - Apresentar, até ao final do 1.º trimestre de 2011, uma proposta de lei que simplifique e torne rápidos e eficazes os procedimentos necessários para o senhorio poder obter a entrega do seu imóvel livre e desocupado perante o incumprimento do contrato de arrendamento, garantindo os direitos dos senhorios e salvaguardando de forma adequada os direitos dos arrendatários;

43 - Apresentar, até ao final do 1.º trimestre de 2011, uma iniciativa legislativa que i) simplifique os procedimentos de controlo prévio necessários à realização das operações de reabilitação urbana, ii) elimine os obstáculos e os condicionamentos que oneram excessivamente a realização dessas operações e iii) simplifique os mecanismos de determinação do nível de conservação dos edifícios e de classificação de imóveis devolutos;

44 - Criar linhas de financiamento à reabilitação urbana, nomeadamente através da constituição i) de um fundo de investimento para reabilitação de imóveis devolutos destinados a arrendamento, ii) de um fundo de participações em operações integradas de reabilitação urbana e iii) de uma linha de crédito destinada a projectos de reabilitação específicos.

Combate à informalidade, à fraude e à evasão fiscal

45 - Adoptar, durante o ano de 2011, novas medidas de cruzamento de dados entre os sistemas informáticos das entidades públicas e das empresas, por forma a assegurar um grau mais elevado de correspondência entre a actividade das empresas e as declarações legalmente exigidas;

46 - Valorizar a facturação enquanto forma de combate à fraude e à evasão fiscal, através da i) criação de um método que promova a certificação dos vários sistemas de facturação do sector de actividade, e da ii) adopção da factura obrigatória em todos os sectores de actividade, não só entre empresas, como também junto dos consumidores finais;

47 - Reorientar os serviços de fiscalização e auditoria interna da Administração Pública para a promoção da concorrência leal na contratação pública e do controlo das instituições apoiadas com fundos públicos;

48 - Reforçar os circuitos de circulação das importações (transportes terrestre, marítimo ou aéreo e redes de comercialização), combatendo a fraude fiscal e obrigando ao respeito pelas normas técnicas;

49 - Reforçar a fiscalização das cadeias de subcontratação, de facturação e de externalização de serviços, tendo em especial atenção as fugas ao Imposto sobre o Valor Acrescentado;

50 - Reforçar o controlo da entrada no território nacional de produtos equivalentes aos produzidos internamente, mas cuja processo produtivo não tenha sido sujeito ao mesmo tipo de condições que os produtos portugueses.

terça-feira, 14 de Dezembro de 2010

A fast-fashion está a matar a moda?

A fast-fashion veio revolucionar a forma como o retalho de vestuário funciona. Mas este modelo de negócio tem por base uma política de preços baixos, qualidade inferior e uma filosofia baseada em “adaptar, copiar e colar”.

A fast-fashion está a matar a moda?
Uma das maiores histórias de sucesso do retalho da última década tem sido a ascensão fenomenal da fast-fashion, uma tendência de consumo estimulada por estilos em rápida mudança e a disponibilidade imediata de marcas baratas. Numa sessão intitulada “A fast-fashion está a matar a moda?”, que decorreu no IAF World Apparel Convention em Hong Kong, os delegados não tiveram dúvidas em considerar que o conceito forçou a mudança na indústria da moda.
O pioneiro incontestável do conceito fast-fashion é a retalhista espanhola de vestuário Zara, com as suas 4.780 lojas em 77 países e uma fórmula de sucesso que se baseia na criação regular e na reposição rápida de produtos novos.
Novas linhas colocadas nas lojas cada 4 a 8 semanas (ou duas vezes por semana no caso da Zara) é uma receita que garante que os clientes podem sempre encontrar novos produtos cada vez que visitam a loja e incentiva compras mais frequentes porque os produtos são em quantidade limitada.
Trata-se de um modelo que foi imitado por muitos outros retalhistas, incluindo Mango, H&M, Topshop, Primark e Uniqlo, que não perderam tempo em responder aos cada vez mais curtos focos de atenção dos consumidores mais jovens e às mudanças de estilo de vida como as comunicações móveis, a Internet e as redes sociais.
O crescimento do retalho fast-fashion «parece ser fenomenal», conforme referiu Arvind Singhal, director-executivo da consultoria indiana Technopak, aos delegados na IAF World Apparel Convention em Hong Kong. Mesmo durante a recessão, o proprietário da Zara registou um crescimento nas receitas de 29% em 2008-09, seguido pela Primark com 24% e pela H&M com 19% m – dados que seriam «espectaculares, mesmo na melhor altura». Em contraste, marcas tradicionais como a Liz Claiborne estão a lutar contra as dificuldades, enquanto retalhistas de luxo como Saks e Nordstrom têm diminuído os seus preços para serem mais competitivos.
Também parece improvável que exista qualquer trégua no avanço da fast-fashion pelo mundo. «Os relatórios iniciais sugerem que vai ter um impacto ainda mais significativo em novos mercados como a China e a Índia do que alguma vez poderia ter sido imaginado», revelou Singhal. Como foi evidenciado pelo facto da Zara ter aberto 44 lojas na China desde 2006. E na Índia, onde fez sua primeira incursão no início deste ano, a retalhista espanhola alcançou um volume de negócios de 2,7 milhões de dólares nos dois primeiros dias de abertura.
Com um crescimento tão surpreendente pode parecer estranho colocar em causa um conceito que é tão popular e, obviamente, torna a moda acessível a um grande número de pessoas. Mas Robin Anson, director-executivo da Textiles Intelligence, acredita que existem algumas questões associadas à fast-fashion. «Tudo está a ficar mais rápido, incluindo a moda», afirmou Anson. «Mas o fast-fashion não pode acontecer sem facilitadores. Embora os preços baixos possam incentivar mais compras, para conseguir preços baixos são necessários custos laborais baixos, custos de matérias-primas baixos e alta produtividade, mas a qualidade tem de continuar a ser boa», acrescentou.
Outros facilitadores são a logística (mas o enigma aqui é aprovisionar de uma fonte de baixo custo com rapidez), a fabricação próxima (para o reabastecimento ao longo da temporada), a tecnologia (para permitir que a cadeia de aprovisionamento comunique, acelere a produção de amostra, etc.) e o comércio electrónico, que permite aos consumidores comprar on-line ou pré-seleccionarem para que possam fazer compras mais rapidamente na loja.
«Se a moda barata está acabada, então o fast-fashion também está», prosseguiu Anson. «Uma coisa que todos compram é o algodão. O preço do algodão duplicou este ano, de 0,50 dólares para 1,0 dólares por libra e enquanto não virmos qualquer aumento maciço nos preços, também não vão descer». Mas não é apenas o preço do algodão que aumentou, também os custos laborais estão a crescer em países como a China e o Bangladesh e existem expectativas de valorização da moeda chinesa.
E quanto a uma reacção dos consumidores contra uma sociedade de desperdício?
No entanto, para Marc Schumacher, director de retalho na germânica Tom Tailor, que apresenta 12 colecções por ano nas suas 87 lojas próprias, para além das franquias e espaços em lojas de departamento, «a fast fashion não tem a ver com produtos baratos mas com a procura do mercado». Schumacher acredita que «a principal competência de uma empresa é o marketing e a fast-fashion é uma procura do mercado».
Os prazos mais curtos e mais entregas «estão a prejudicar a profissão do designer», indicou Michael Tien, presidente do retalhista de vestuário de trabalho G2000. «Os designers já não têm tempo para serem realmente criativos. A fast-fashion precisa que eles sejam muito rápidos em “adaptar, copiar e colar”, não no design como forma de arte. Portanto, não é bom para a originalidade». Tien também concorda que a fast-fashion está a forçar toda a indústria a mudar a sua forma de actuação e que mesmo as marcas de luxo têm sido forçadas a seguir o mesmo caminho com novas ideias e mais entregas. Mas, ao fim e ao cabo, Tien argumenta que «clientes diferentes têm necessidades diferentes» e nem todos serão atraídos pelos gostos da Zara. Na China, por exemplo, existe uma enorme procura por marcas de luxo mais conscientes da qualidade. «Se uma pessoa conseguir identificar essas necessidades específicas, então pode competir», concluiu Tien.

Compras online ganham cada vez mais adeptos

Até ao final do ano, dois milhões de internautas em Portugal, a uma média de 5.480 por dia, terão adquirido 3,2 mil milhões de euros em bens e serviços através da Internet. Os valores, divulgados pela Associação do Comércio Electrónico e Publicidade Interactiva (ACEPI), representam uma subida de 23 por cento face a 2009.

"A compra através da Internet tem evoluído bastante nos últimos anos", quando "a taxa de penetração da Internet em Portugal já ultrapassa os 50 por cento da população portuguesa", refere Alexandre Nilo, presidente da ACEPI, citado pela Lusa.

O responsável adianta ainda que cerca de 20 por cento dos internautas portugueses, o triplo do que se verificava em 2005, usam regularmente o seu computador para fazer compras online.

Livros, discos, informática e telemóveis continuam a ser os objectos que lideram o "top nacional" de vendas online, mas o vestuário e a alimentação também têm vindo a crescer bastante.

Dados igualmente citados por Alexandre Fonseca, estimavam que a economia digital em Portugal no final deste ano deverá valer cerca de 13 mil milhões de euros, representando um peso de 8,2 por cento do PIB.

Os valores, que constavam de um estudo realizado pela IDC e apresentado em Outubro durante a conferência "Economia Digital: Como Fazer de Portugal um Caso de Sucesso", incluem tanto as transacções realizadas por consumidores individuais (B2C), como o negócio entre empresas (B2B).

segunda-feira, 13 de Dezembro de 2010

O futuro está na personalização

As empresas de capital de risco estão a investir somas consideráveis numa nova geração de retalhistas dedicados à fabricação de produtos exactamente da forma como os clientes querem. Os resultados de algumas destas empresas têm evidenciado que a aposta não é em vão.

O futuro está na personalização
Quando imaginamos uma loja personalizada, a primeira ideia que surge é provavelmente uma loja exclusiva onde artesãos qualificados atendem uma clientela reduzida e abastada. No entanto, para os fabricantes de produtos personalizados que arrecadaram financiamento de capital de risco nos últimos anos, essa imagem não poderia estar mais longe da realidade. Combinando modelos de comércio electrónico, marketing de média social e cadeias de aprovisionamento provenientes de vários continentes, uma nova geração de retalhistas está a adoptar uma abordagem de mercado de massa no que tem sido tradicionalmente um negócio caseiro.
Os investidores de risco acreditam que essas empresas de design personalizado têm futuro. Segundo a Thomson Reuters, o capital de risco tem investido mais de 244 milhões de dólares em 16 retalhistas e fabricantes de bens de consumo personalizado, incluindo 150 milhões de dólares em 10 dessas empresas, nos últimos dois anos.
A maioria é empresas de comércio electrónico, que operam websites onde os utilizadores desenvolvem e compram um produto, como no caso da Chocri, um vendedor com sede em Berlim de «barras de chocolate personalizadas» que permite aos clientes a mistura e combinação de ingredientes, à semelhança do que acontece com uma pizza. Para ajudar os clientes a lidarem com a abundância de opções, os retalhistas também estão a incorporar redes sociais, como no caso da Infectious, sedeada na cidade norte-americana de São Francisco, que produz embalagens personalizadas para iPhones e outros dispositivos.
O que é notável nestas recentes iniciativas de personalização é a velocidade com que muitas têm crescido – e as receitas que os primeiros investidores estão a gerar.
Um dos primeiros beneficiários do capital de risco, a Vistaprint, que arrecadou 77 milhões de dólares entre 1997 e 2004, tem actualmente uma capitalização de mercado de cerca de 1,65 mil milhões de dólares. A empresa opera um site de comércio electrónico onde os utilizadores podem criar e comprar cartões de visita personalizados, impressos, livros, t-shirts e outros produtos. Entrou em bolsa no ano 2005 e registou receitas de 670 milhões de dólares no ano fiscal que encerrou em Junho, um aumento anual de 30%.
Outra empresa veterana na área da personalização é a Zazzle, que conta com 11 anos de idade e ainda é privada. A empresa é rentável e tem uma receita anual de execução superior a nove dígitos, de acordo com Jason Kang, vice-presidente de marketing da Zazzle. A empresa sedeada na Califórnia vende cerca de 40 produtos diferentes, como t-shirts e canecas que os clientes podem adornar com as suas próprias fotografias e desenhos.
Mesmo os recém-chegados estão a registar receitas que se aproximam dos oito dígitos. Com sede em Dallas, a J. Hilburn & Co., uma empresa com três anos que comercializa camisas personalizadas, vende actualmente cerca de 8.000 unidades por mês, de acordo com o co-fundador Hil Davis, o qual espera que as vendas da empresa quase dupliquem no próximo ano.
Os fãs de empresas de personalização dizem que as vendas actuais representam apenas uma amostra do que está para vir. «Esta ideia de usar a tecnologia para permitir que produtos do mundo real sejam criados, acho que está apenas a começar», considera Scott Johnson, sócio e director da New Atlantic Ventures e investidor na Fashion Playtes, que gere um site on-line onde as adolescentes desenham as roupas que mais tarde podem comprar. Johnson acredita que os artigos feitos sob encomenda podem ser competitivos em termos de custo com os produtos das prateleiras. Na Fashion Playtes, por exemplo, a confecção segundo as especificações do cliente aumenta os custos de produção, mas a empresa compensa estes custos através do seu modelo de distribuição de baixo custo através da internet. Acima de tudo, segundo Johnson, os custos da personalização equiparam-se aos custos de suportar as lojas de retalho como a Gap. Isso é importante, refere, porque, embora os consumidores valorizem os produtos personalizados, são mais reticentes em pagar um acréscimo de preço acentuado. «Não se pretende que seja um bem de luxo. Pretende-se que apresente preço que uma mãe suburbana possa pagar».

Versace lança novo conceito

Após um ano de reestruturação, a casa italiana de moda parece estar prestes a recuperar o seu estatuto como líder de vendas na alta-costura e prevê encerrar o ano de 2010 com vendas superiores a 280 milhões de euros. Mas a grande novidade anunciada é o lançamento de um novo conceito comercial.

Versace lança novo conceito
A empresa italiana, que assegura pretender manter-se independente, está a ultimar o lançamento de um novo conceito comercial que deverá ser implementado progressivamente em todas as lojas do grupo. A Versace, que conta com 88 estabelecimentos próprios espalhados um pouco por todo o Mundo, centra a sua política de expansão nos mercados emergentes. Por conseguinte, o novo conceito comercial será apresentado num novo ponto de venda em Pequim, onde a Versace pôs em marcha, no passado ano, empresas de comercialização e distribuição próprias.
Para além disso, a Versace começa, por fim, a ver os resultados do plano de reestruturação posto em prática há cerca de um ano. A empresa italiana prevê encerrar o ano com um lucro bruto de exportações de 18 milhões de euros, face ao prejuízo de 2,4 milhões de euros que registou no ano transacto.
Em Julho de 2009, a Versace incorporou nas suas fileiras Gian Giacomo Ferraris como conselheiro da empresa, para que este conseguisse devolver ao grupo estabilidade e valores positivos nas vendas. Já em Janeiro de 2010, Ferraris anunciou um plano de reestruturação, que passou pela eliminação de 350 postos de trabalho. Actualmente, a empresa de moda fundada por Gianni Versace começa a recuperar a posição de líder perdida nos últimos anos. Segundo a revista WWD, a Versace deverá «encerrar o ano de 2010, com vendas superiores a 280 milhões de euros, face aos 268 milhões de euros obtidos durante o ano transacto».

Associações têxteis contra embargo indiano

Alegando a quebra das regras do comércio internacional, diversas associações da indústria têxtil algodoeira insurgiram-se contra o embargo indiano sobre as exportações de algodão.

Associações têxteis contra embargo indiano
Diversas associações têxteis dos EUA, UE, Turquia e México reclamam acção contra o governo indiano por este restringir as exportações de algodão e contribuir para a escassez global e o disparar dos preços da fibra. São várias as associações que reivindicam que a Índia quebrou as regras da OMC e defendem que deve ser responsabilizada, pois as suas «medidas anti-comércio no algodão têm causado alvoroço nos mercados mundiais». Esta posição foi assumida numa carta conjunta enviada no final de Outubro para a Comissão Europeia e seus respectivos governos.
As associações NCTO, Eurocoton, Canaintex, TTEA e ITKIB citaram um padrão ilegal de restrições à exportação de algodão que o governo indiano impôs desde Abril e alegam que as restrições indianas têm contribuído para a escalada do preço do algodão para os produtores de têxteis não-indianos em todo o mundo.
Desde que a Índia começou a restringir as suas exportações de algodão em Abril, o preço da fibra aumentou quase 100%, passando de 62 centavos de dólar por libra para 1,20 dólares por libra – batendo máximos históricos nas últimas semanas. A medida indiana coincidiu com a redução da oferta mundial de algodão face à crescente procura e a culturas fracas em diversos grandes produtores.
Como segundo maior exportador mundial de algodão, a Índia está a beneficiar de uma das suas maiores colheitas de algodão na história, mas restringiu drasticamente as suas exportações nos últimos seis meses. «Nestas circunstâncias, a concorrência é seriamente distorcida», afirmou Hacoit Benoit, presidente da Eurocoton. «Como resultado, os nossos clientes têxteis europeus são confrontados com opções difíceis. Eles são obrigados a pagar preços proibitivos para o algodão e sofrem maior concorrência dos produtos transformados importados para a UE com menor preço, vendo-se assim obrigados a reduzir os seus custos, deslocando as suas instalações de produção e empregos para fora da Europa, ou simplesmente a fechar as portas».
David Garcia, presidente da Cámara Nacional de la Industria Textil (Canaintex), no México, acrescentou que «o governo indiano está claramente a violar as regras da OMC e deve ser responsabilizado. Os produtores de têxteis no México não devem ser forçados a pagar preços exorbitantes pelo algodão porque a Índia está a subsidiar ilegalmente a sua indústria nacional através de proibições e restrições à exportação».
Cass Johnson, presidente do National Council of the Textile Organizations (NCTO), por seu lado revelou que «pela primeira vez na história, as fábricas dos EUA estão preocupadas com a falta de algodão porque as medidas da Índia têm contraído o fornecimento mundial e causado o pânico nas compras. Os grandes produtores têxteis estatais chineses estão agora a pagar qualquer preço para assegurar o algodão. Essas acções estão a colocar em perigo o que tinha sido uma recuperação robusta da indústria têxtil dos EUA».
As associações salientaram ainda na sua missiva que as suas fábricas «enfrentam a perspectiva de preços extremamente elevados do algodão ou ficarem completamente sem fornecimento de algodão». Acrescentando que «de qualquer maneira, as nossas fábricas não podem sobreviver com este cenário por um longo período de temp»”, elas estão a incitar os seus respectivos governos «para enviarem uma mensagem mais forte à Índia que não deve restringir ou atrasar a exportação do seu algodão nos mercados mundiais».

sexta-feira, 10 de Dezembro de 2010

Hugo Boss impressiona

O gigante alemão da moda apresentou os seus resultados do terceiro trimestre do ano. Após “avisos” lançados na semana anterior de que as suas previsões para o ano de 2010 iriam ser cumpridas, os resultados agora divulgados revelam valores muito acima do esperado pelos analistas.

Hugo Boss impressiona
A gestão e os accionistas da Hugo Boss têm muitas razões para sorrir. Não só pelos resultados extraordinários atingidos no terceiro trimestre do ano, mas também pelas perspectivas que dão como muito provável o atingir das metas traçadas até 2015.
Quem manifestou esse contentamento e confiança foi Claus-Dietrich Lahrs, presidente-executivo da empresa. Para Lahrs, as metas traçadas pela Hugo Boss estão com uma execução bastante positiva e a expansão no segmento do retalho e nas operações internacionais são realidades cada vez mais sólidas.
O alento que se sente na casa de moda alemã vem, assim, dos seus resultados do penúltimo trimestre do ano. Período onde os lucros líquidos saltaram 79% para os 92 milhões de euros, ajudados pelo crescimento de 19% das vendas para os 538 milhões de euros e pela redução de custos que a empresa tem vindo a conseguir.
Do lado da despesa, os ganhos da Hugo Boss têm vindo a ser conseguidos com a optimização das operações produtivas e de subcontratação, logísticas e de suporte graças à forte aposta da empresa no sistema SAP que gere de forma transversal o seu negócio.
Em termos de crescimento das vendas, o executivo referiu que este se tinha registado em todo o espectro de negócio da empresa. Isto é, cresceram quer a nível de geografias, quer a nível de categorias de produto e marcas.
Além da excepcional performance operacional registada, os rácios financeiros também melhoraram significativamente. Numa altura de investimento forte na sua expansão, a Hugo Boss conseguiu libertar fundos para reduzir 15% à sua dívida. Dívida essa que se situa em torno dos 265 milhões de euros.
Na divulgação de resultados, a empresa alemã aproveitou para reafirmar as suas previsões para a totalidade do corrente ano. As vendas deverão crescer em torno dos 5% e os resultados operacionais deverão subir cerca de 20%.
O plano estratégico da Hugo Boss prevê que esta atinja os 2.500 milhões de euros até 2015. Um crescimento de 900 milhões de euros face às vendas registadas em 2009 e que pressupõe um crescimento médio anual na ordem dos 8%.
Os resultados operacionais deverão crescer em média 11% por ano até atingirem os 500 milhões de euros no final de 2015.

terça-feira, 7 de Dezembro de 2010

Resultados de luxo

A Louis Vuitton Moet Henessy não pára de crescer. O conglomerado francês do luxo, detido por Bernard Arnault, registou no terceiro trimestre do ano um crescimento impressionante de 24% nas suas vendas.

Resultados de luxo
Ter estratégia, boa gestão e produtos diferenciadores dá resultado mesmo em tempos de crise. Que o diga a Louis Vuitton Moet Henessy (LVMH), cujo crescimento parece imparável, ano após ano, trimestre após trimestre.
Divulgados que estão os resultados do terceiro trimestre deste ano, ficámos a saber que os analistas se voltaram a enganar e que o crescimento da maior empresa de luxo do mundo ficou acima das expectativas destes.
Com vendas totais de 5.110 milhões de euros a empresa de Arnault registou um crescimento de 24% no seu volume de negócios e ficou bastante acima dos 4.880 milhões de euros previstos em média pelos analistas que acompanham o sector do luxo em geral e a LVMH em particular. Quase mais mil milhões de euros do que em igual período do ano passado, altura em que as vendas atingiram os 4.140 milhões de euros.
Os primeiros nove meses do ano confirmaram, assim, a confiança que a LVMH tem vindo a demonstrar face aos seus resultados. Com a procura pelos artigos de luxo a recuperar, à medida que os consumidores asiáticos afluentes compram cada vez mais relógios, malas e outros artigos de luxo e os retalhistas norte-americanos e europeus repõem os seus stocks para níveis similares aos que tinham antes da recessão.
Nota dessa recuperação são os resultados da Burberry e da Hugo Boss que seguem em alta também. Os britânicos apresentaram um crescimento de 11% durante o terceiro trimestre, enquanto os alemães estão a rever em alta as suas previsões de crescimento para o ano de 2010.
Na LVMH «todas as divisões tiveram uma performance acima do esperado», referiu Melanie Flouquet, analista na JPMorgan. Em termos de performance, a relojoaria e o retalho foram as áreas onde a subida foi mais acentuada.
Na unidade de artigos de couro, a de maior dimensão na LVMH, as vendas subiram 26% com a marca Louis Vuitton a liderar esse incremento. Com uma procura claramente superior à oferta, a marca francesa está a construir uma nova fábrica no seu país de origem. Uma clara indicação da estratégia da marca que privilegia a qualidade e carácter quase artesanal dos seus produtos em detrimento das margens operacionais e dos baixos custos que tem levado alguns dos seus concorrentes a produzir em países asiáticos.
As vendas de relógios e de joalharia cresceram 30%, enquanto as vendas de vinhos e licores cresceram 24%, o mesmo valor de crescimento registado pela divisão de retalho multimarca.

Algodão vai cair

Depois da escalada de preços nos últimos meses, parece estar a chegar o momento de inversão desta tendência. Com o início das colheitas na Índia e nos EUA é expectável que o preço desta matéria-prima comece a cair durante os próximos três meses.

Algodão vai cair
Os preços do algodão vão cair cerca de 12% durante os próximos três meses. Pelo menos é esta a expectativa dos maiores compradores indianos desta commodity.
As expectativas destes importantes agentes económicos que operam nos mercados internacionais de algodão baseiam-se no facto das colheitas deste produto estarem a iniciar-se na Índia e nos EUA.
À medida que o ritmo de colheita se intensifica naqueles dois dos principais produtores mundiais, o preço desta matéria-prima fundamental para a Indústria Têxtil e do vestuário (ITV) deverá cair abaixo de um dólar. A contribuir para a queda destes preços estará também o início das colheitas no Brasil e a suspensão das restrições à exportação por parte do governo indiano.
Os preços do algodão atingiram o seu máximo histórico na bolsa de futuros de Nova Iorque no passado dia 15 de Outubro, quando cotou a 1,198 dólares. O valor mais alto desde que o algodão começou a ser cotado há 140 anos atrás.
Após esta queda anunciada, os preços deverão manter-se estáveis em torno de 1 dólar, não havendo lugar para mais quedas. Esta estabilização em ligeira alta fica a dever-se à manutenção de níveis de stocks 10% abaixo do que é historicamente normal. «O pico dos preços foi atingido este ano», refere Subhash Grover, director-geral da Cotton Corporation of India, empresa estatal responsável por uma elevada percentagem das compras de algodão na Índia. «Deveremos deixar de nos surpreender com a alta de preços das matérias-primas têxteis, pois a procura de vestuário e de fio é fantástica», rematou o executivo.
Os fardos de algodão para entrega em Dezembro rondam actualmente 1 dólar e 14 cêntimos. Um ligeira baixa face ao recorde de 15 de Outubro mas, mesmo assim, significa um aumento de preços anual de 72%.
Este ano, a produção mundial de algodão vai ser inferior à procura, justificando assim a diminuição das reservas que alguns países têm.
Apesar da subida de preço verificado no último ano, esta matéria-prima, quando comparada com produtos como a soja, o arroz ou o trigo, tem ficado mais barata ao longo dos últimos 15 anos. Nos 15 anos que antecederam Dezembro de 2009, os preços do algodão caíram 20%, enquanto o trigo, a soja e o milho ficaram mais caros 35%, 87% e 79% respectivamente.

Walmart e H&M mais ecológicas

Os habitantes locais dizem que se podem ver as últimas tendências das cores da moda, observando a coloração dos rios na China. Os corantes de cada estação são despejados nas vias fluviais chinesas depois de serem utilizados em fábricas têxteis ineficientes, deixando uma série de produtos químicos perigosos no seu rasto.

dummy
Walmart e H&M mais ecológicas
Existem métodos de produção mais limpos e com custos mais eficazes para o tingimento e acabamento de têxteis, mas muitas fábricas na China e na Ásia em geral, especialmente as mais pequenas e mais antigas, mantêm o status quo até que os seus clientes exijam a adopção de práticas sustentáveis.
A Walmart concordou recentemente em dar aos seus fornecedores esse empurrão adicional. Na Clinton Global Initiative, o gigante do retalho anunciou que iria trabalhar com os fabricantes têxteis chineses para adoptar melhores práticas na indústria.
O NRDC (Natural Resources Defense Council), grupo norte-americano de acção ambiental, pretende ajudar a orientar este processo através do programa Clean by Design, que identificou 10 práticas simples e de baixo custo, que reduzem drasticamente o consumo de energia, água e produtos químicos, na tinturaria e acabamento.
O anúncio da Walmart surge na sequência de uma iniciativa semelhante, desenvolvida pelo NRDC com a H&M em Xangai. Isto significa que dois dos maiores retalhistas de vestuário do mundo estão empenhados em limpar uma das maiores fontes mundiais de poluição industrial.
O tingimento e acabamento de tecidos pode poluir o equivalente a 200 toneladas de água por cada tonelada de tecido. O processo também consome uma quantidade enorme de energia na produção de vapor e água quente.
Com a indústria têxtil centralizada na China, Índia, Bangladesh e Vietname, onde os governos ainda estão a desenvolver as regulamentações ambientais, o sector é responsável por uma enorme pegada ambiental.
Felizmente, algumas fábricas já começam a reconhecer o valor das práticas mais limpas. As 10 técnicas que a NRDC identificou podem realmente poupar dinheiro às empresas. Por exemplo, a reutilização da água de refrigeração requer um custo inicial de 1.500 dólares, mas o investimento é recuperado em apenas um mês. A empresa têxtil Redbud em Changshu, na China, um fornecedor da Walmart, consegue economizar cerca de 840.000 dólares ao ano, com custos iniciais de apenas 74.000 dólares.
Há apenas algumas semanas atrás, o director executivo do NRDC, Peter Lehner visitou duas empresas têxteis chinesas que participam no programa Clean by Design. Quando perguntou aos directores o que seria necessário para levar mais empresas vizinhas a abraçarem essas práticas industriais mais limpas, ambos responderam: «mais marcas de renome». Grandes nomes como Walmart e H&M têm o poder de compra necessário para impulsionar a melhoria de toda a cadeia de aprovisionamento.

sexta-feira, 3 de Dezembro de 2010

Women' Secret criada por bloguistas

A empresa de moda íntima de origem espanhola Women' Secret acaba de lançar uma colecção desenhada por algumas das bloguistas de moda mais conhecidas do mundo internauta. Uma aposta original que deixa antever a importância da Internet como um dos mais poderosos meios de divulgação do mundo.

dummy
Women' Secret criada por bloguistas
A Women's Secret, marca do Grupo Cortefiel, acaba de lançar uma colecção de moda íntima desenhada em exclusivo por quatro populares bloguistas espanholas. A Bloggers Collection apresenta as ideias frescas propostas por estas apaixonadas por moda e Internet, dando ênfase ao fenómeno da Internet, que revolucionou o mundo da moda e converteu todos os protagonistas de blogs dedicados à área da moda em autênticos consultores de estilo.
Na realidade, milhões de pessoas encontram inspiração para o seu dia-a-dia através destes particulares circuitos de estilo e, tendo consciência disso mesmo, a marca espanhola decidiu apostar nas populares escritoras dos blogs m.i.t.m.e, Emma's Corner, Stella wants to die e Little is drawing para a criação de quatro mini-colecções , cujas vendas estão destinadas a fins solidários.
Uma colecção de rua com ares românticos é a proposta sofisticada da m.i.t.m.e, cujas vendas reverterão a favor da ONG Nava Nagar. A Emma's Corner, por seu lado, aposta na roupa íntima com detalhes glamourosos, cujos lucros são destinados à Associação Balear de Esclerose Múltipla. A Stella wants to die imaginou uma viagem com estilo e comodidade e apoia o programa da Fundação Meninos. Por fim, as tonalidades terra marcam os visuais teenager idealizados pela Little is drawing, cujas vendas reverterão a favor da Associação de Caridade de Valencia.
A Women's Secret foi criada em 1993 pelo grupo espanhol Cortefiel – também proprietário da marca homónima, da Springfield e da Pedro del Hierro – e conta actualmente com 476 pontos de venda distribuídos por 43 diferentes países.

Anedota do dia

 Um elefante vê uma cobra pela primeira vez. Muito intrigado pergunta:
- Como é que fazes para te deslocar? Não tens patas!...
– É muito simples – responde a cobra - rastejo, o que me permite avançar.
- Ah... E como é que fazes para te reproduzires? Não tens tomates!...
– É muito simples – responde a cobra já irritada – ponho ovos.
- Ah... E como é que fazes para comer? Não tens mãos nem tromba para levar a comida  à boca!...
– Não preciso! Abro a boca assim, bem aberta, e com a minha enorme garganta engulo a minha presa directamente.
- Ah... Ok! Ok! Então, resumindo.... Rastejas, não tens tomates e só tens garganta...
...És Deputado de que partido?

segunda-feira, 29 de Novembro de 2010

Têxtil espanhola soma e segue

Quem diria que, numa economia europeia com graves problemas económicos e sociais, a Indústria Têxtil se transformasse na que mais cresce em 2010. No país vizinho, o IPI deste sector voltou a subir em Agosto uns impressionantes 8,2%, mantendo assim a alta que tem vindo a registar desde o final de 2009.

dummy
Têxtil espanhola soma e segue
A indústria têxtil espanhola continuou a sua caminhada de crescimento no passado mês de Agosto. O Índice de Produção Industrial (IPI), que mede a actividade deste sector, registou um crescimento de 8,2% face ao período homólogo.
Este resultado consubstancia assim um período de 10 meses consecutivos de crescimentos inter-anuais e é tão mais significativo quanto comparado com o crescimento dos restantes sectores industriais espanhóis que, em Agosto, cresceram em média 3,2%.
Mas nem só a têxtil tem crescido dentro da fileira moda espanhola. A produção das empresas de vestuário subiu em Agosto 4,1% em termos homólogos, enquanto o calçado e artigos de couro registaram uma subida de 18,3%. O maior crescimento dentro de todos os sectores industriais espanhóis e que viu o subsector de artigos de couro subir uns impressionantes 70%. Segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) espanhol, os aumentos registados dentro do subsector couro foram “espectaculares” em Agosto. Por um lado, as empresas de preparação, curtumes e acabamentos de couro e as de produção de artigos de marroquinaria e de viagem elevaram a sua produção em 70%, enquanto os fabricantes de artigos em pele registaram um crescimento de 63%. Este crescimento realça bem a dinâmica do sector do calçado e de artigos de couro em Espanha e ao qual não deve ser alheio a aposta de multinacionais como a Louis Vuitton Moet Henessy (LVMH) na produção de cintos e carteiras nas empresas espanholas.
Dentro do sector têxtil propriamente dito, as empresas de fiação e preparação de fibras e as de acabamentos têxteis foram as que mais cresceram. As primeiras cresceram 44,8%, enquanto as segundas cresceram menos uma décima, ou seja, 44,7%. As tecelagens registaram um aumento da sua produção em torno dos 14%.
Dentro do sector do vestuário, as confecções de vestuário registaram um crescimento da sua produção homóloga de Agosto de cerca de 24%.
Os dados revelados esta semana pelo INE espanhol comprovam que a Indústria Têxtil, do Vestuário e do Calçado (ITVC) em Espanha ainda consegue ser competitiva dentro do espaço europeu e que a queda contínua verificada na década passada pode ser invertida. Com a procura de respostas cada vez mais rápidas, muitos dos compradores internacionais de artigos de moda viram-se, assim, para as estruturas industriais e produtivas de países como Espanha e Portugal para responderem aos seus modelos de negócio que exigem fornecedores cada vez mais flexíveis, ágeis e sobretudo fiáveis.

Inovação é o caminho da ITV

Empresários, estudantes e especialistas do sector têxtil e vestuário reuniram-se no Citeve para o XII Fórum da Indústria Têxtil, onde para além da necessidade de inovação como veículo de crescimento das empresas, se discutiu o estado do sector e se apresentou sugestões ao Governo para apoiar esta indústria já pouco tradicional.

dummy
Inovação é o caminho da ITV
A recuperação da indústria têxtil e de vestuário nos últimos meses, a mudança estrutural na economia, a aposta na inovação que é preciso fazer ou que está já a ser feita pelas empresas do sector e as possibilidades de negócio nos têxteis técnicos e funcionais foram apenas alguns dos temas abordados no XII Fórum da Indústria Têxtil, que reuniu no passado dia 25 de Novembro, em Vila Nova de Famalicão, governo, especialistas e empresários do sector.
Durante a sessão, foi deixada uma mensagem de optimismo e confiança no futuro, tanto pelo Governo, representado pelo Secretário de Estado Adjunto da Indústria e do Desenvolvimento, Fernando Medina, como pelos empresários do sector, na voz do presidente da ATP – Associação Têxtil e Vestuário de Portugal, João Costa.
Na abertura da sessão, João Costa, no discurso do estado do sector, não deixou de fazer críticas e sugestões de medidas que precisam ser aplicadas pelo Governo para apoiar a indústria têxtil e de vestuário, nomeadamente no que respeita aos elevados custos da energia, ao financiamento das empresas e dos investimentos em I&D e à legislação laboral, mas realçou o bom percurso feito desde Março último. «O sector têxtil e vestuário português evidencia este ano uma clara recuperação relativamente ao ano anterior, sendo que 2009 foi um ano de quebra substancial da actividade. As exportações cresceram, este ano, 4,7% nos primeiros 9 meses, e, a manter-se a tendência iniciada em Março, é previsível que o ano de 2010 apresente um crescimento da ordem dos 6 a 7%», referiu.
Fernando Medina, por seu lado, sublinhou a mudança de paradigma da economia portuguesa, destacando as mudanças estruturais ao nível dos novos modelos de financiamento, à conjuntura internacional, à implementação da inovação ao nível das empresas e a necessidade de manter um discurso positivo do sector para que a indústria têxtil e de vestuário possa prosperar. «Acredito que podemos ter no fim de 2011 uma agradável surpresa como estamos a ter neste final de ano», indicou.
O XII Fórum da Indústria Têxtil, subordinado ao tema “Inovação Tecnológica da ITV: Diferenciar e Ganhar Valor”, recebeu ainda Paulo Vaz, director-geral da ATP, que fez um retrato da ITV portuguesa actual, e Lutz Walter, da Euratex, que mostrou os investimentos feitos no âmbito da União Europeia na área da Investigação e Desenvolvimento.
O caso da empresa portuguesa P&R Têxteis trouxe a visão empresarial da inovação no sector. «Começamos a introduzir a inovação nos produtos, processos e tecnologias com o objectivo de fugir à concorrência. A inovação deve ter um objectivo e sentimos seriamente que estávamos quase em vias de extinção», revelou o administrador desta empresa de Barcelos, Duarte Nuno Pinto. A P&R Têxteis, que até 1994 era de carácter tradicional, com a produção de t-shirts e sweatshirts, produz agora vestuário para grandes campeões olímpicos, desde o jamaicano Usain Bolt, medalha de ouro nos 100m e 200m em Pequim, aos campeões portugueses Nélson Évora, no triplo salto, e Vanessa Fernandes, no triatlo. A empresa, com cerca de 200 trabalhadores, criou ainda uma marca própria – a Onda – que equipou a comitiva nacional nos Jogos Olímpicos de Pequim e irá lançar no mercado uma bicicleta com a sua marca própria.
Hélder Rosendo, sub-director do Citeve, focou os principais mercados dos têxteis técnicos e funcionais, nomeadamente o Habitat, Saúde e Bem-estar, Mobilidade, Equipamentos de Protecção Individual e Desporto e Lazer, apresentando os projectos do centro tecnológico português nestas áreas, ao qual, mais tarde, Braz Costa, director-geral do Citeve, deu continuidade com a apresentação de um “roadmap” para a inovação na indústria têxtil e vestuário portuguesa.
Para Daniel Bessa, presidente da Cotec, «esta terá sido uma das mais fascinantes edições do Fórum. Nunca como hoje senti que não se pode falar de um sector tradicional. Aquela indústria têxtil que nós conhecemos já acabou e quem não saiu daí é um morto-vivo e não vai durar muito. Não tenho a menor dúvida que a inovação é o caminho a seguir».